segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Projeto Abatedouros Regionalizados capacitará 1.440 profissionais até abril

Já foram iniciadas as ações de capacitação dos 1.440 profissionais integrados ao projeto Abatedouros Regionalizados. Após o curso de formação, que se estende até o mês de abril, os inscritos serão contratados para realizar as funções de magarefes e fateiras, nos oito abatedouros e 20 entrepostos comerciais que serão implantados pela ação. A iniciativa, do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável da Zona da Mata de Pernambuco – Promata, irá discutir temas como abate humanitário, manipulação de carnes, associativismo, cooperativismo e cidadania.

De acordo com o extensionista do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Maviael Fonseca, o Instituto será o responsável por garantir que os conceitos discutidos na capacitação continuem sendo postos em prática através dos abatedouros regionalizados. “A ação do IPA será de Extensão Rural. Uma intervenção pós-treinamento”, explica.

A capacidade total de abate nos oito abatedouros regionalizados, instalados, respectivamente, nos municípios de Catende, Itambé, Palmares, Barreiros, Paudalho, Quipapá, Escada e Ribeirão, será de 14.800 animais por mês. Segundo Fonseca, esse montante será comercializado nos 43 municípios da Zona da Mata e em 13 do Agreste Setentrional.

Inserida na proposta de regionalização, o programa contribui, ainda, para o fortalecimento de abatedouros tipo 4B, que reúnem atividades em biodiesel, biogás, biomassa e biofertilizante. Fonseca ressalta que neste tipo de abatedouro os ossos dos animais podem ser, por exemplo, manufaturados em farelo de osso, utilizado em rações. O sangue, outro resíduo do abate, pode ser utilizado em concentrados protéicos. Dessa forma, todo o material é reaproveitado.

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