
Mais um município do Agreste está prestes a sair da lista vermelha do racionamento de água. Nesta sexta-feira, 30/01, o governador Eduardo Campos assinou a ordem de serviço para início das obras de ampliação do sistema de abastecimento de água de Limoeiro. O ato aconteceu na noite desta sexta-feira (30), na Praça da Bandeira, centro da cidade. Quase 46 mil habitantes serão beneficiados com a inauguração da obra, prevista para dezembro deste ano. “O Agreste Setentrional sentiu o abandono e a marca do desprezo durante muito tempo. Começar essa obra hoje é resgatar uma dívida de quase 30 anos com a cidade de Limoeiro”, disse Eduardo Campos.
Cerca de 500 pessoas acompanharam a solenidade e tiveram a oportunidade de ouvir o governador explicar a importância de uma maior oferta de água para a região. “Como você vai dinamizar a economia e atrair investimentos para uma cidade que não tem água durante o ano todo? Que durante seis meses é abastecida por carro pipa? Tomamos a decisão, arrumamos os recursos e agora começa a obra”, assegurou. Serão R$ 7,7 milhões - recursos do Proágua Nacional, financiado pelo Governo Federal e Banco Mundial (Bird) e do Governo do Estado. Com o novo projeto, o abastecimento em Limoeiro deixará de ser feito a partir da Barragem de Palmeirinha e passará a ter como base uma captação flutuante no reservatório de Carpina. A iniciativa inclui ainda a recuperação e ampliação da Estação de Tratamento de Água (ETA) e implantação de 15 quilômetros de adutora. Atualmente, a população vem sendo submetida a um rodízio no abastecimento de em média 1 dia com água e 5 dias sem, mas em algumas regiões da cidade, o abastecimento é feito apenas com carros-pipa.
O secretario de Recursos Hídricos, João Bosco, lembrou que, desde 2007, o governo já tirou várias cidades da situação de falta de água, mais recentemente, a vizinha de Limoeiro, Glória do Goitá. “No início, encontramos um quadro de cerca de 75% dos municípios vivendo o mesmo drama de Limoeiro: cidades operando em rodízios, com racionamento, oferta de água insuficiente e o povo a reclamar com justa razão. O que se fez foi buscar dinheiro com a liderança do governador e se captou um montante de recursos bastante expressivo para que pudéssemos começar a tirar Pernambuco dessa situação”, afirmou Bosco.
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