sábado, 7 de março de 2009

Surubim: polícia inicia depoimentos

As investigações sobre o estupro e assassinato da adolescente Geovânia Maria Oliveira de Souza, de 17 anos, e a tentativa de homicídio contra João Victor de Andrade Carneiro, 16, seu namorado, já foram iniciadas pela Delegacia de Surubim, que ficou responsável pelo caso. Segundo o delegado Paulo Roberto Medeiros, todo o levantamento preliminar já foi feito, ainda no local do crime. No entanto, para que uma linha de investigação seja formulada é indispensável o depoimento do rapaz que ainda permanece internado no Hospital da Restauração (HR), no Recife. “Estamos aguardando a recuperação dele para saber dos detalhes do estupro e assassinato. Enquanto ele não tem alta, a partir de amanhã (hoje), vamos colher o depoimento de familiares dos dois adolescentes e possíveis testemunhas. Com isso, esperamos chegar, em breve, ao responsável pelo delito”, afirmou. O estado de saúde de João Victor é considerado estável. O adolescente está consciente, mas ainda não tem previsão de alta. Ele permanece em observação na unidade de trauma do HR. O jovem foi baleado na cabeça na última sexta, quando namorava com Geovânia em um local conhecido como Campo do Poeirão, área de matagal de Surubim, a 134 quilômetros do Recife, que fica nas proximidades da escola em que a menina estudava. Ambos foram abordados por um homem armado que anunciou um assalto. A garota foi estuprada e assassinada. Já o jovem, depois de roubado, levou um tiro na cabeça. No relato do adolescente ao registrar o Boletim de Ocorrência no Posto Policial do HR, ele teria sido amarrado pelo assassino da sua namorada e assistiu ao estupro e morte dela. Depois disso, o algoz levou sua carteira, o celular e atirou contra sua cabeça. Geovânia Maria foi enterrada na manhã de ontem no Cemitério de Surubim. Separado da mãe da garota, o pai da adolescente, o mototaxista Geraldo Silva de Souza, 37, contou que foi avisado sobre ocorrido pelo filho mais velho, de 18 anos. “Tinha chegado do trabalho, quando ele chegou contando que Geovânia havia apanhado de umas amigas. Quando cheguei ao local, ela estava despida, baleada com dois tiros - nas costas e na cabeça. Qual pai quer ver a cena que eu vi? Fiquei sem ação”, desabafou, nas dependências do IML, no Recife, enquanto aguardava a liberação do corpo da menina no último sábado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário