A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou, ontem, o efeito médio que será sentido pelos 2,8 milhões de clientes da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) caso o percentual referente à revisão tarifária, calculado em 5,44%, seja aprovado após audiência pública. Segundo a Aneel, o impacto para os consumidores de alta tensão, que inclui o setor da indústria, será de 6,86% em média, o que pode variar de acordo com o segmento. Para os mais de 2 milhões de usuários residenciais, o acréscimo será de 1,57%. Vale ressaltar que, além da revisão tarifária, que acontece a cada quatro anos, os consumidores terão que arcar com um percentual a mais referente ao reajuste anual, que ainda será definido.
O índice definitivo da revisão tarifária da Celpe entrará em vigor a partir do próximo dia 29 de abril. Além da revisão e do reajuste tarifário, os consumidores terão em suas contas um adicional de 8% referente a um percentual não-aplicado na última revisão, realizada em 2005. Na época, a Aneel autorizou um aumento de 24% em cima da tarifa e mais três reajustes que deveriam ser repassados nos anos de 2006, 2007 e 2008, mas a última parcela foi postergada para este ano pela agência reguladora.
Segundo o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Ricardo Essinger, nos próximos dias uma equipe técnica da Aneel deverá comparecer à Fiepe para discutir a questão do reajuste. “O reajuste é cruel principalmente para a indústria. Estamos atravessando um momento de crise e de baixa inflação. A energia é um ramo em que o risco de negócios é muito pequeno porque todo mundo tem que comprar. E em Pernambuco não existe concorrência de mercado”, criticou.
A Celpe declarou, através de nota, que qualquer pronunciamento só deverá ser feito após a audiência pública. “A revisão apresentada pela Annel traria redução de 7,5%, mas como existem os componentes financeiros atrelados ao custo de serviço, está sendo cobrado cerca de 13% anualmente. Os 13% menos os 7,5% resulta nos 5,44%. O que julgamos indevido é que neste percentual estão inclusos os componentes da Termopernambuco referentes a 2005”, declarou o presidente regional do Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Energético (Ilumina), Antônio Feijó.
quarta-feira, 4 de março de 2009
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