O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, determinou ontem que seja providenciada proteção permanente para os deputados petistas Luiz Couto (PB) e Fernando Ferro (PE). O pedido foi feito pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), no dia 12 de fevereiro. Couto sofre ameaças de morte desde 2005, quando foi relator da CPI da Câmara que investigou grupos de extermínio no Nordeste e indiciou mais de 300 pessoas.
O deputado já tinha recebido proteção da Polícia Federal no ano passado. A garantia de segurança a Fernando Ferro foi pedida em razão do assassinato do advogado Manoel Mattos, vice-presidente do PT de Pernambuco, em 24 de janeiro deste ano, na praia de Pitimbu, na Paraíba. O advogado era assessor de Ferro e também denunciou a ação de grupos de extermínio na região.
Segundo a Assessoria de Imprensa da Polícia Federal, o diretor-geral vai conversar com os dois parlamentares para acertar "a logística" da proteção permanente. As superintendências da PF em Pernambuco e na Paraíba serão comunicadas da decisão.
Na semana passada, a Polícia Civil da Paraíba concluiu o inquérito que investiga o assassinto de Mattos, e o entregou para o Ministério Público daquele Estado. Dos cinco suspeitos de cometer o crime, quatro já foram presos. Familiares e partidários de Mattos aguardam que a Polícia Federal assuma as investigações do caso. Para isso, o ministro da Justiça, Tarso Genro, precisa solicitar o julgamento do Superior Tribunal de Justiça.
quinta-feira, 5 de março de 2009
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